Embraport recebe 2 navios de grande porte pela primeira vez

A Embraport – Empresa Brasileira de Terminais Portuários recebeu hoje pela primeira vez, dois navios de grande porte e concidentemente da classe Sammax da Maersk Line.

O primeiro atracado na Embraport-2 desde a madrugada de hoje é o Maersk Labrea. Em sua segunda escala em Santos para 870 movimentos de embarque, 55 movimentos de desembarque e 40 remoções, possui 299,9 m de comprimento, 45,2 m de boca e capacidade para 8.700 Teus em 1.700 tomadas refrigeradas.

E o segundo atracado na Embraport-1 desde o começo da tarde de hoje para 128 movimentos de embarque, 1.486 movimentos de desembarque e 108 remoções, é o navio Maersk La Paz. Com 299,9 m de comprimento, 45,2 m de boca e capacidade para 7.564 Teus em 1.707 tomadas refrigeradas.

Ambos pertencem a classe Sammax (South America Max), subdividido em duas categorias: Sammax Batch I e Sammax Batch II. Possuem o mesmo casco, porém, a diferença entre eles, o Sammax Batch II possui a super estrutura e capacidade maior que o Batch I, cuja diferença de capacidade é de 1.136 Teus.

Abaixo lista de navios da Maersk Line, pertencentes a esta classe:

 

Sammax Batch I – Capacidade 7.564 Teus

Maersk Lima

Maersk Lirquen

Maersk La Paz

Maersk Luz

Maersk Leticia

Maersk Lebu

Maersk Laguna

 

Sammax Batch II – Capacidade 8.700 Teus

Maersk Lota

Maersk Leon

Maersk Laberinto

Maersk Lins

Maersk Londrina

Maersk Lanco

Maersk Lamanai

Maersk Labrea

Trabalhadores invadem navio Zhen Hua 10 no Porto de Santos

Trabalhadores invadem navio Zhen Hua 10 no Porto de Santos

Na madrugada desta segunda-feira 18/02/2013, trabalhadores portuários avulsos (TPA’s) invadiram o navio Zhen Hua 10 atracado no terminal da Embraport no Porto de Santos para desembarque de 11 RTG’s e 3 portêineres e a previsão do descarregamento deve durar aproximadamente 22 dias. O navio está desde a última sexta-feira 15/02/2013.

O motivo da medida segundo os TPA’s, foi o porque a Embraport não requisitou serviço aos profissionais do Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) e utiliza mão de obra chinesa no descarregamento das peças.

O presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT) conhecido como “Paulinho da Força”, afirmou que inicialmente a ocupação do navio não fazia parte das mobilizações, mas tornou-se quando os portuários perceberam que os chineses estavam trabalhando para descarregar os equipamentos da empresa.

“Eles vieram trazer os equipamentos e já trouxeram também a mão de obra, mas os chineses não têm autorização para trabalhar no Brasil. É uma indicativa da Embraport de não contratar trabalhadores do Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO). Um primeiro passo para deixar os trabalhadores de fora”, afirmou Paulinho. De acordo com o deputado, os sindicatos já pediram ao Ministério do Trabalho a verificação dos vistos dos chineses.

Como forma de pressão para desocuparem o navio, os sindicatos pedem uma negociação com a Embraport para estabelecer um compromisso de contratação da mão de obra avulsa quando o terminal começar a operar.

Por meio de nota, a Embraport informou que está reunida com as entidades representantes dos trabalhadores para negociação e que “mantém diálogo constante e cumpre rigorosamente a legislação vigente”. A empresa solicitou a liberação do navio na manhã desta segunda e aguarda a saída dos sindicalistas para continuar com o desembarque dos equipamentos que serão usados no terminal de Santos.

 

Panfletagem



Desde às 6 horas, desta segunda-feira, os trabalhadores portuários realizam panfletagens pelas ruas da Cidade, contra a Medida Provisória (MP) 595 que, segundo eles, prejudicará o mercado de trabalho do setor.  O ato teve início no Posto de Escalação 3, do OGMO, que fica na Ponta da Praia.

Durante as manifestações, os trabalhadores do Porto de Santos, aprovaram uma paralisação de seis horas na próxima sexta-feira.

Em Brasília, nesta semana, trabalhadores dos portos e representantes de sindicatos de todo o País devem definir mais paralisações e aguardar uma negociação com o governo.

 

O que é a MP?

 

A MP 595 causa polêmica entre os portuários desde o final de 2012, quando foi editada e publicada pela presidente da República Dilma Rousseff. Ela muda as regras do setor e dá margem para que portos particulares passem a movimentar cargas que até hoje eram exclusivas dos portos públicos.

Com isso, os avulsos temem o desemprego, já que os portos particulares – que por lei não precisam chamar avulsos para o trabalho – teriam tudo para dominar as cargas.

Há uma paralisação de seis horas agendada para a manhã de sexta-feira.

 

Fonte: A Tribuna On-Line